A disputa judicial envolvendo a União Progressista, no Ceará ganhou uma mudança de relator, mas segue sob a mesma restrição judicial.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou suspeição nesta terça-feira (29).
Ele deixou os processos sobre a participação da Federação União Progressista na coligação de Ciro Gomes (PSDB).
A saída, porém, não revoga a liminar que restringiu propaganda e recursos de Roberto Cláudio e Capitão Wagner, ambos do União Brasil.
As restrições também alcançam os suplentes de senador Prisco Bezerra e Lúcio Gomes.
Caberá ao novo relator avaliar a manutenção da medida enquanto o recurso aguarda julgamento.
Floriano mencionou um fato superveniente ligado a um processo sigiloso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem detalhá-lo, afirmou que se afastava para evitar dúvidas sobre sua imparcialidade.
No despacho, registrou que os fatos “sequer tangenciem hipótese de impedimento”.
Horas antes, Roberto Cláudio e Wagner haviam defendido a suspeição e reafirmado suas candidaturas.
Os dois alegaram que a filha do ministro, a advogada Laura de Azevedo Marques, atuou na defesa do deputado federal Júnior Mano (PSB).
O deputado é o primeiro suplente do senador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleiça6o na aliança governista.
Essa foi a argumentação dos candidatos; o despacho não explicitou essa ligação como motivo do afastamento.
No centro do impasse está a divergência entre os diretórios estaduais de União Brasil e PP e a direção da federação.
O TRE-CE havia validado a aliança com Ciro, por quatro votos a dois.
A liminar do TSE adotou entendimento contrário, sem encerrar o julgamento.
Na reta final da campanha, a definição sobre propaganda e financiamento passa agora às mãos de outro relator.




