Uma régua para todas as campanhas

Combate à desinformação exige provas, transparência e respeito à liberdade de expressão.

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Na disputa eleitoral, uma denúncia pode ganhar velocidade antes que apareçam as provas.

O caso do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, exige atenção a essa diferença.

A área técnica do TSE não encontrou, nas publicações de 2 a 11 de outubro, os conteúdos apontados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado delimita o que foi localizado na análise; não certifica todas as mensagens do canal.

Há uma ressalva: parte das publicações foi apagada, o que limita o alcance da verificação.

O relatório também aponta o potencial de difusão do espaço, com mais de 3 milhões de seguidores.

Esse alcance exige responsabilidade de quem publica, mas não comprova, por si só, uma irregularidade.

No domingo (11), Kassio Nunes Marques (Foto) determinou a suspensão do canal.

Horas depois, o relator Ricardo Villas Bôas Cueva restabeleceu seu funcionamento, em decisão preliminar.

A sequência expõe a delicadeza de intervir na comunicação política em plena campanha.

Combater a desinformação e preservar a liberdade de expressão são deveres que precisam caminhar juntos.

Para o eleitor, interessa uma Justiça capaz de agir com rapidez, provas e critérios claros.

A credibilidade desse combate depende de aplicar a mesma régua a todos os candidatos.