O feriadão encurtou a distância entre os palanques e as ruas.
A 13 dias do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro buscam transformar apoio em comparecimento às urnas.
Impulsionada por estudantes, movimentos sociais e grupos de fãs, a mobilização petista ganhou dimensão nacional.
No domingo (11), uma multidão ocupou a Avenida Paulista, onde Lula procurou renovar sua conexão com a juventude.
Segundo a plataforma Comitê Popular de Luta, houve atividades em outras 76 cidades.
A escala impressiona, embora não tenha havido estimativa independente de público na Paulista.
Nesta segunda (12), Copacabana prolongou a demonstração de força.
O ato ocupou cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, com reflexos na lotação do metrô.
Sem Lula, que permaneceu em Brasília, a manifestação mostrou a capacidade de mobilização de seus apoiadores.
Flávio Bolsonaro concentrou esforços na ampliação das alianças.
Recebeu o apoio dos ex-adversários Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.
No domingo, reuniu-se com Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e lideranças municipais em São Paulo.
Advertiu contra o “já ganhou”; aliados anunciaram um ato na Paulista para o dia 18.
O Dia de Nossa Senhora Aparecida também entrou nas agendas.
Lula participou de missa na capela do Alvorada; Flávio, na Catedral de Brasília.

A aproximação com os católicos ocorre após a polêmica sobre a padroeira no primeiro turno.
A alegação de que Flávio apoiaria a retirada desse título foi considerada falsa e motivou ordem de remoção pelo TSE.
Entre multidões, alianças e gestos religiosos, as campanhas exibem seus caminhos para conquistar o eleitor.
A força dos eventos dá ânimo, mas o desafio permanece: convencer indecisos e levar apoiadores às urnas.
Em 25 de outubro, a mobilização terá seu teste decisivo.




