Sigilos no centro da disputa

Presidente anuncia entrega de autorização ao TSE e cobra iniciativa semelhante do adversário.

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O desafio lançado no debate da Band ganhou uma data para sair do discurso. Lula (PT) anunciou, nesta segunda-feira (19), em Porto Alegre, que entregará ao Tribunal Superior Eleitoral, na terça (20), uma autorização para acesso aos seus dados bancários e telefônicos e aos de familiares. Voltou também a cobrar de Flávio Bolsonaro (PL) a mesma iniciativa.

“Eu amanhã entregarei a minha procuração para abrir o sigilo dos meus filhos, meu e da minha mulher”, declarou o presidente. A cobrança ao adversário inclui o pai e os irmãos do senador. “Eu sei que, em toda eleição, inventam alguma coisa contra a minha família e resolvi não ficar quieto. Esta é a minha última disputa eleitoral, e eu não posso deixar que um ladrão tente jogar a minha biografia no lixo”, completou.

A promessa retoma o confronto de domingo (18), quando os candidatos trocaram acusações sobre patrimônio e suspeitas envolvendo familiares. Flávio disse não ter nada a esconder, mas, segundo o relato do debate, não confirmou se aceitaria a proposta.

Ao anunciar a entrega do documento, Lula assume um compromisso que poderá ser conferido e aumenta a pressão por uma resposta do concorrente. O passo seguinte será verificar o alcance da autorização, quais documentos serão apresentados e que encaminhamento receberão. Na reta final da eleição, transparência precisa de comprovação: nem o anúncio de abertura dos sigilos nem as acusações feitas no palanque substituem a apuração dos fatos.