Indústria de eletroeletrônicos registra crescimento de 13% nas vendas no primeiro semestre de 2023

Setor interrompe ciclo de quedas consecutivas e espera crescimento anual entre 4% e 6%.*

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil

A indústria de eletroeletrônicos no Brasil teve um crescimento significativo no primeiro semestre de 2023, com um aumento de 13% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), foram comercializadas 44,02 milhões de unidades nos seis primeiros meses do ano, em contraste com as 39,07 milhões de unidades vendidas no mesmo período de 2022.

Esse crescimento interrompe um ciclo de 18 meses de quedas consecutivas no setor, proporcionando perspectivas positivas para o segmento. O presidente executivo da Eletros, Jorge Nascimento, afirmou que, se o segundo semestre mantiver o desempenho dentro da média histórica do setor, é possível prever um crescimento anual entre 4% e 6% em relação a 2022.

Apesar dos bons resultados, o setor ainda enfrenta desafios, especialmente em relação aos juros altos. Nascimento ressaltou que as taxas de juros são um dos principais obstáculos para a retomada das vendas, principalmente para produtos de grande porte, como geladeiras, televisores, fogões e máquinas de lavar roupas, que são frequentemente adquiridos por meio de financiamento.

“Com maior estabilidade na inflação, nos custos das matérias-primas e do frete, reduzir os juros passa a ser uma prioridade para todo o setor produtivo”, destacou Nascimento. “As dificuldades no acesso e o custo do crédito prejudicam a indústria e o varejo”, complementou.

No que diz respeito aos produtos em destaque, a air fryer foi o eletroeletrônico com o maior crescimento nas vendas no primeiro semestre de 2023, com um aumento de 85% em relação ao mesmo período de 2022. A linha branca, que inclui geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupas, registrou um aumento de 4% nas vendas. A venda de aparelhos de ar condicionado apresentou um crescimento de 16%, enquanto as vendas de televisões tiveram um aumento de 19% em comparação com o ano anterior.

A Eletros ressalta que os resultados positivos podem representar uma reviravolta nas expectativas da indústria, mas é preciso ter cautela.

“Estamos avaliando se os bons resultados se formarão como uma tendência ou se referem à reposição dos estoques pelo varejo”, ressalvou Jorge Nascimento.

O segundo semestre será decisivo para determinar a continuidade desse crescimento no setor de eletroeletrônicos.

 

*Com informações da Agência Brasil