O encontro do governador Elmano de Freitas (PT) com produtores rurais, nesta quinta-feira (17), reuniu, no mesmo ambiente – o restaurante Jerei -, demandas do agronegócio e manifestações eleitorais.
Organizado pelo produtor rural Amilcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), o almoço contou com o senador Cid Gomes (PSB), prefeitos, lideranças do setor e candidatos proporcionais.
Elmano apresentou a ampliação da agricultura irrigada como uma das estratégias para aumentar a participação do setor primário na economia estadual. Segundo ele, o Ceará já ultrapassou 100 mil hectares irrigados, com destaque também para a fruticultura, a carcinicultura e a produção de pescado.
Entre os projetos citados está a implantação de um novo perímetro irrigado no Cariri, com potencial estimado de incorporar 10 mil hectares e gerar 10 mil empregos diretos na produção, além de vagas no beneficiamento e na logística.
O governador relacionou o projeto à conclusão do Cinturão das Águas e aos investimentos previstos no Ramal do Salgado, no Eixão das Águas, nas estradas, no Porto do Pecém e na Transnordestina.
Cid Gomes chamou atenção para a distância entre o número de pessoas que dependem do campo e a riqueza produzida pelo setor. “Vinte por cento das pessoas estão sobrevivendo com 10% das riquezas”, afirmou, ao defender investimentos em tecnologia, criatividade e inovação.

A agenda também teve um componente político explícito. Amilcar Silveira ressaltou que fala na condição de produtor rural, e não em nome da Faec, ao declarar apoio à reeleição de Elmano (governador), Cid Gomes (senador), Domingos Neto (deputado federal) e Salmito Filho (deputado estadual).
“Eu sou de direita, mas eu não tenho lado, o meu lado é o Ceará. Por isso é que eu vou votar no Domingos, no Salmito, no Cid e no Elmano. Todos com serviços prestados ao Agro”, falou Amilcar
O gesto confirmou a aproximação de uma parcela do agronegócio com a chapa governista. Ao mesmo tempo, colocou no centro do debate um desafio que continuará depois da eleição: transformar obras hídricas e logísticas em produção, renda e empregos no interior.




