Foto: Junior Pio
No terceiro dia da Assembleia Itinerante, houve uma audiência pública para impulsionar, na Câmara Municipal de Baturité, a cadeia produtiva da Rota Verde do Café do Maciço de Baturité.
A Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa do Ceará definiu a criação de uma proposta para instituir o café arábica do Maciço de Baturité como Patrimônio Cultural do Estado.
A necessidade de tirar a rota do papel foi destacada, incluindo a criação de uma estrutura que una os produtores da região.
“É essa associação entre os municípios produtores – Baturité, Guaramiranga, Palmácia e Pacoti – que vai impulsionar toda a cadeia produtiva que deriva desse atrativo turístico”, observou o deputado Stuarr Castro (Avante), propositor do debate e presidente da comissão.
Infraestrutura, comunicação visual, treinamento e apoio governamental também foram discutidos, assim como foi enfatizada a integração entre os municípios envolvidos, visando ao desenvolvimento coletivo.
“Essa Rota já existe há bastante tempo, mas não da forma como deveria. As coisas se desenvolvem lentamente, e precisamos de mais apoio dos governos às nossas necessidades, seja como cafeicultores, empresários, produtores e todos que participam dessa cadeia de negócios. Se Baturité se desenvolve, Guaramiranga se desenvolve, Palmácia se desenvolve, e é nesse sentido que devemos trabalhar”, disse Roberlândia Ferreira, prefeita de Guaramiranga.
O turismo foi apontado como potencial impulsionador das cadeias produtivas locais, enfatizando a importância da cultura na atração de visitantes.
O diretor superintendente do Sebrae – Ceará, Joaquim Cartaxo, lançou alguns direcionamentos que os municípios devem observar caso queiram de fato estruturar essa rota turística.
Segundo ele, os municípios que compõem a rota do café precisam decidir se será o turismo que vai subsidiar todas as outras cadeias produtivas da região.
“A partir disso, os empresários e donos de pequenos negócios podem se articular entre si para fortalecer os negócios da região. Os donos das pousadas podem se unir para realizar compras coletivas dos produtos que necessitam para seus negócios, por exemplo. Ou os restaurantes comprarem produtos dos produtores da região quando possível”, sugeriu.
Para que o turista venha para o Maciço, ainda de acordo com Cartaxo, é importante que os municípios exaltem sua cultura, “a alma dos territórios”.
“A gastronomia, a música, a cultura, de um modo geral é o que será de fato consumido pelos visitantes, então esse fator também precisa ser considerado pelas gestões”, apontou.
O debate contou com representantes de diversas outras entidades, incluindo associações de produtores e instituições governamentais.




