Foto: Acervo Agência Câmara
A aparentemente interminável crise no PDT do Ceará teve mais um capítulo nesta terça-feira (31). O embate entre os grupos do deputado André Figueiredo, que é presidente nacional em exercício do partido o ex-senador Cid Gomes se desdobrou após uma série de eventos que culminaram em medidas tomadas pela Executiva Nacional do partido, com o objetivo de “salvaguardar o princípio magno da fidelidade partidária”.
Na última sexta-feira, 27 de outubro, durante uma reunião da Executiva Nacional do PDT no Rio de Janeiro, Cid Gomes foi destituído do comando do Diretório do PDT no Ceará. Uma decisão que desencadeou uma série de eventos, incluindo a convocação por parte de Cid Gomes de uma nova reunião do Diretório local, marcada para esta semana. Esse movimento só agravou a tensão já existente.
Em resposta a esses acontecimentos, a Executiva Nacional, liderada por André Figueiredo, aprovou uma resolução, nesta terça-feira, que estabeleceu medidas rigorosas destinadas a reforçar a fidelidade partidária. A resolução, assinada por Figueiredo, enfatiza que os filiados eleitos pela sigla devem reconhecer a permanência no partido durante o mandato, sendo obrigados a demonstrar lealdade, fidelidade e disciplina ao PDT.
Uma das medidas mais significativas é a afirmação de que somente a Executiva Nacional pode “homologar carta de anuência expedida por órgão regional ou municipal.” Isso implica que as decisões tomadas em instâncias locais só terão validade após a aprovação da liderança nacional. A resolução também alerta que “o órgão que descumprir as determinações previstas nesta resolução poderá ser responsabilizado, nos termos do Estatuto do PDT, após cumpridas as formalidades do devido processo legal.”





