Foto: Jefferson Rudy
Uma década após sua saída do partido, o senador Cid Gomes está prestes a retornar aos quadros do PSB, marcando um desfecho nas negociações que se estenderam por semanas. O anúncio oficial pode ocorrer ainda em 2023 ou, no máximo, em janeiro do próximo ano.
A preferência pelo PSB como destino político já havia sido manifestada em reunião no último dia 18. O partido, liderado por Eudoro Santana, despontava como uma das principais alternativas para o grupo após os conflitos com o PDT.
Nesta semana, Cid e seus aliados se reuniram outra vez, em Fortaleza. Em pauta, potenciais problemas municipais relacionados à migração para o PSB. Em alguns municípios, entre 10 e 15, conflitos de interesse entre antigos e futuros petistas podem impactar o processo sucessório local.
O principal obstáculo, que envolvia alianças eleitorais em Fortaleza para 2024, foi superado. Pressões do PDT sobre o PSB nacional para garantir apoio à reeleição do pedetista José Sarto foram contornadas, assegurando a autonomia do PSB Ceará. Eudoro Santana afirmou que o partido seguirá com o arco de alianças que apoia o Governo Elmano de Freitas na disputa pela Prefeitura de Fortaleza.
A migração para o PSB começará pelos prefeitos, cuja desfiliação do PDT não tem restrição legal. Cid tinha 40 prefeitos acertados, mas o grupo sofreu duas baixas recentes, com o prefeito de Barbalha, Dr. Guilherme, filiando-se ao PT, e a prefeita interina de Limoeiro do Norte, Dilmara Amaral, ao Republicanos.
Quanto aos deputados, a mudança está condicionada à Justiça acolher o pedido de desfiliação do PDT por justa causa, essencial para a manutenção de seus mandatos parlamentares conquistados na eleição de 2022.




