Foto: Ricardo Stuckert/PR
Nos bastidores do Palácio do Planalto, os aliados mais otimistas de Lula acreditam firmemente no poder de sua voz para moldar o noticiário. A estratégia é clara: uma entrevista semanal do presidente nas rádios, que hoje integram recursos visuais, tem potencial para dominar o debate público e contrapor as críticas dos adversários do seu governo. Pesquisa interna da Secretaria de Comunicação (Secom) revela que essas entrevistas repercutem amplamente em todas as mídias.
Aposta inicial nas lives semanais nas redes sociais, com o projeto “Conversa com o Presidente”, mobilizou uma equipe de oito profissionais, incluindo o ex-jornalista da TV Globo Marcos Uchôa. A expectativa era mobilizar a grande massa de apoiadores e simpatizantes do presidente, como fazia Jair Bolsonaro e suas famosas lives quando era presidente. No entanto, o que serviu para um não necessariamente vai servir para o outro. O formato não agradou ao público nem a Lula, levando à sua descontinuação no início do ano.
Agora, a nova estratégia visa utilizar a tradição e a abrangência das emissoras de rádio, bem mais acessível ao povão, para garantir que as palavras de Lula cheguem mais longe e com mais impacto, potencializando sua capacidade de influenciar a agenda nacional e responder às críticas de forma eficaz. O entrono do presidente quer que essas entrevistas passem a ser semanais. Falta só convencê-lo de que a estratégia é promissora.




