Flávio Torres minimiza presença de Ciro no mesmo palanque de Carmelo Neto

Presidente do PDT Ceará diz que proximidade entre PDT e PL não passa de coincidência e reitera problemas com a sigla.
Senador Flávio Torres

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Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente estadual do PDT, Flávio Torres, descartou qualquer possibilidade de aliança entre o partido e o PL, após a aparição de Ciro Gomes ao lado do deputado estadual Carmelo Neto. O encontro, ocorrido no Crato e em Juazeiro do Norte, gerou especulações sobre uma aproximação entre as siglas.

Torres, em entrevista ao Grupo O Povo, deixou claro que não houve conversas entre Ciro e Carmelo, e que o evento foi uma coincidência geográfica, não um sinal de afinidade.

“Não vamos inventar chifre em cabeça de cavalo”, disse.

Torres destacou que a união se deu em torno de candidatos do União Brasil e Podemos, não do PL.

“O PDT tem problemas claros com o PL. Já temos muitos defeitos, não precisamos inventar mais”, afirmou Torres.

Ele admitiu que a aliança parecia estranha, dado o histórico de conflitos entre o PDT e o partido de Bolsonaro.

“Nunca apoiaríamos um candidato do PL para a cabeça de chapa. Precisamos manter uma distância enorme.”

Torres ressaltou que o PDT continua firme em sua posição contra Bolsonaro, lembrando que o partido tem um ministro no governo Lula e votou integralmente contra o ex-presidente.

“Não me envergonho, me orgulho de dizer isso”, completou.

Ele pediu que não se “endemonize” o encontro, pois os apoios foram para Dr. Aloísio Brasil (União) no Crato e Glêdson Bezerra (Podemos) em Juazeiro do Norte, adversários do PT. Sobre a possibilidade de Ciro e Carmelo terem proximidade, Torres foi categórico: “Nem para tomar uma cerveja.”

A política no interior, segundo Torres, é movida por rivalidades e conexões pessoais, não por ideologias.

“Essas proximidades quebram as barreiras ideológicas”, concluiu.