PT suspende filiação de candidato a vereador que forjou sequestro em Iguatu

Eliomar Cardoso denunciado por falso sequestro em Iguatu

Compartilhar

Facebook
Twitter
WhatsApp

Foto: Reprodução

A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará decidiu suspender, de forma cautelar, a filiação de Eliomar Cardoso, candidato a vereador em Iguatu, após a Polícia Federal revelar que o sequestro reportado pelo político foi, na verdade, forjado. O incidente, ocorrido na última sexta-feira (30), repercutiu negativamente, levando o partido a abrir um processo disciplinar contra o candidato.

Eliomar Cardoso, que concorria a uma vaga na Câmara Municipal de Iguatu, utilizou arame farpado para simular um sequestro dentro do próprio carro. A situação ganhou notoriedade, sendo inicialmente tratada como um possível caso de cárcere privado. No entanto, as investigações da PF demonstraram que o crime foi planejado pelo próprio candidato com objetivos eleitoreiros, resultando na confissão do ato por parte de Eliomar.

Em resposta, o PT Ceará emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira (2), na qual comunicou a suspensão da filiação de Eliomar e o início de um processo disciplinar.

“De forma cautelar, o partido decidiu pela suspensão da filiação do candidato devido à gravidade dos fatos, que, caso efetivamente confirmados, são condenáveis sob todas as formas”, declara o documento.

Com a suspensão, Eliomar Cardoso se torna inapto a concorrer nas eleições de outubro em Iguatu. O status do candidato já aparece como inapto no sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Antes da conclusão das investigações, o PT Ceará havia expressado indignação em relação ao ocorrido, emitindo uma nota de repúdio ao suposto sequestro e oferecendo solidariedade ao candidato.

“O PT Ceará repudia com indignação o episódio criminoso envolvendo o candidato Eliomar Cardoso em Iguatu, ao mesmo tempo que presta total solidariedade ao companheiro. Acreditamos no trabalho das autoridades de segurança do nosso estado para apurar e punir os responsáveis, ao mesmo tempo que rechaçamos eventual uso politiqueiro do episódio”, afirmou o partido em 30 de agosto.

Com o desenrolar dos acontecimentos e a revelação de que o sequestro foi uma farsa, o partido agiu prontamente para desvincular-se do candidato, reforçando sua postura de condenação a atos fraudulentos. A situação agora segue para os trâmites internos do partido e para as instâncias judiciais competentes.