Capitão Wagner exalta gestão de Evandro Leitão e critica comunicação do Governo Lula

Prefeito recebe elogios por medidas de austeridade administrativa: "Se eu fosse prefeito, teria tomado medidas semelhantes”

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Foto: Arquivo

O ex-deputado federal e atual secretário de Administração e Finanças de Pacajus, Capitão Wagner (União Brasil), destacou positivamente as primeiras ações do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Em entrevista concedida nesta segunda-feira (20) à rádio Verdinha FM, Wagner reconheceu a habilidade do gestor em implementar medidas que, segundo ele, priorizam a eficiência administrativa.

“O prefeito Evandro Leitão tomou decisões importantes, especialmente na redução de custos para garantir que o foco esteja no atendimento à população. Se eu fosse prefeito, teria tomado medidas semelhantes”, afirmou Wagner, ressaltando que o exemplo do gestor de Fortaleza deve servir de modelo para administrações em todo o país.

Comunicação e impacto econômico

Wagner aproveitou a ocasião para criticar a postura do Governo Federal na condução de sua comunicação, apontando falhas que, em sua visão, têm repercussão direta na economia. Ele mencionou o impacto de declarações presidenciais sobre a valorização do dólar e sua consequência no aumento dos preços.

“A forma como o presidente da República se comunica tem gerado insegurança no mercado, resultando em aumento do dólar e da inflação. É fundamental que o Governo Federal tenha cuidado com suas falas e trabalhe para alinhar a comunicação”, afirmou.

Ele também relacionou o tema à disseminação de informações falsas, como o recente caso envolvendo supostos monitoramentos de transações via PIX. Wagner defendeu maior responsabilidade na comunicação governamental e elogiou a capacidade de Evandro Leitão de se conectar com a população.

“Ele está nas ruas, construindo um contraponto ao que era a gestão anterior. Isso é algo que o Governo Federal também precisa observar e corrigir.”

Críticas à gestão estadual e federal

No contexto estadual, Wagner avaliou que o governador Elmano de Freitas (PT) ainda não conseguiu imprimir uma marca própria em sua gestão.

“Esperávamos mudanças significativas na reforma administrativa, mas a influência do ex-governador Camilo Santana ainda é predominante”, comentou.

A segurança pública também foi alvo de críticas. Wagner alertou para o crescimento da violência e cobrou ações mais firmes do governo estadual. Ele sugeriu que exemplos de sucesso em outros estados, como Goiás e Rio de Janeiro, poderiam ser adaptados para o Ceará.

“A humildade de ouvir quem está acertando é fundamental. A solução para os desafios na segurança pública precisa vir de um esforço conjunto entre estados e o Governo Federal”, ponderou.

Planos políticos e perspectivas para 2026

Questionado sobre seu futuro político, Wagner, que preside o União Brasil no Ceará, defendeu a união da oposição para as próximas eleições estaduais. Ele garantiu que não imporá seu nome na disputa e que suas decisões serão guiadas pelos interesses do grupo político.

“Estou à disposição para contribuir, mas meu projeto pessoal ficará em segundo plano. O objetivo maior é construir uma chapa forte para as próximas eleições”, afirmou.

Atuação em Pacajus e convites nacionais

Atualmente, Wagner ocupa o cargo de secretário de Finanças em Pacajus, mas admite que sua permanência é incerta. Segundo ele, o diretório nacional do União Brasil o convidou para atuar em ações estratégicas em Brasília.

“Quero ajudar, seja em Pacajus ou em Brasília. Talvez, estando na capital federal, eu consiga trazer mais benefícios ao município e à região”, concluiu.

Com um discurso que mescla críticas e reconhecimento, Capitão Wagner reforçou sua postura como uma das principais lideranças de oposição no Ceará, mantendo foco em temas de impacto econômico e administrativo que dialogam diretamente com a população.

 

(Com informações do Diário do Nordeste)