Fotos: Carlos Gibaja
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, esteve presente, na manhã desta segunda-feira (27), na assinatura da ordem de serviço para o trecho 11 da Transnordestina. O evento, no Palácio da Abolição, foi comandado pelo governador Elmano de Freitas e o presidente da Transnordestina Logística (TLSA), Tufi Daher Filho, e teve a presença dos senadores Cid Gomes e Augusta Brito, além dos deputados federais José Guimarães e Mauro Benevides Filho, entre outras autoridades.
O novo trecho, que conectará Caucaia ao Porto do Pecém, terá 26 km de extensão e faz parte de uma estratégia maior para consolidar o Ceará como um dos principais eixos logísticos do país. Com sua conclusão, a ferrovia alcançará a marca de 150 km operacionais, enquanto mais de 200 km seguem em construção. O início das obras está previsto para os próximos 30 dias e mobilizará cerca de 3,5 mil trabalhadores.
Um marco para o Ceará
Durante a cerimônia, o governador Elmano de Freitas destacou o papel estratégico da Transnordestina no escoamento da produção cearense. Ele ressaltou que a ferrovia, combinada com o Porto do Pecém, representa um diferencial competitivo importante, sendo capaz de atrair novos investimentos ao estado. Produtos como frutas, calçados e bens industriais poderão ser transportados de maneira mais ágil e eficiente, fortalecendo a economia local.
“Estamos falando de uma das ferrovias mais preparadas do país nos dias de hoje, com padrão mundial e, ao mesmo tempo, com um porto com grande capacidade operacional”, pontuou o governador.

Ricardo Cavalcante compartilhou do mesmo otimismo. Em sua fala, o presidente da FIEC enfatizou como a ferrovia impactará positivamente a indústria cearense ao reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade no mercado nacional e internacional. Para ele, a Transnordestina é mais do que uma obra: trata-se de um elemento central na transformação da infraestrutura de transporte da região.
“Possibilitará uma logística mais eficiente, permitindo o escoamento de produtos de forma mais rápida. Essa obra é estruturante e fortalecerá a economia do estado e de todo o Nordeste”, afirmou Ricardo Cavalcante.

Conexões além do Ceará
A Transnordestina, quando concluída, ligará três estados do Nordeste: Piauí, Pernambuco e Ceará. Sua rota principal começa em Eliseu Martins (PI) e segue até Salgueiro (PE), onde se ramifica em duas direções. Uma leva ao Porto de Suape, em Pernambuco, enquanto a outra percorre o interior do Ceará, passando por cidades como Missão Velha, Iguatu e Quixeramobim, até chegar ao Porto do Pecém. Essa integração promete impulsionar não apenas o Ceará, mas todo o Nordeste, conectando a produção local aos mercados globais.
Com mais um trecho avançando, a Transnordestina reafirma seu papel como um projeto estruturante, capaz de reconfigurar o potencial logístico e industrial da região. A união de esforços entre governo, setor privado e lideranças industriais tem mostrado que o desenvolvimento do Nordeste é uma prioridade comum.





