Foto: Paulo César Norões
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), deixou claro que a discussão sobre a formação da chapa para sua reeleição em 2026 só ocorrerá no momento oportuno. Em um encontro com jornalistas nesta quinta-feira (30), no Palácio da Abolição, ele reforçou que qualquer antecipação poderia gerar conflitos desnecessários dentro da base aliada.
“Na política, é bom tomar a decisão certa na hora certa. Uma decisão certa tomada na hora errada, às vezes se torna errada”, afirmou o governador, deixando evidente sua estratégia de evitar desgastes prematuros.
Embora reafirme sua participação ativa na definição da chapa majoritária e proporcional, Elmano ponderou que a priorização, neste momento, deve ser a gestão e a entrega de resultados para a população.
“O desempenho do nosso governo vai influenciar diretamente a força da chapa em 2026. O momento agora é de governar”, disse.
O petista também reconheceu que os bastidores políticos já se movimentam em torno da disputa pelo Senado e da formação de chapas proporcionais. Ele evitou citar nomes específicos, mas destacou que uma discussão prematura sobre o tema poderia gerar disputas dentro da base.
“Se eu for debater Senado agora, a única coisa que consigo é conflito entre nossas forças. É razoável esperar o momento adequado para essas decisões”, argumentou.
A base governista no Ceará conta com partidos como PSB, PSD, PP, MDB, Republicanos, a federação PT/PV/PCdoB, Solidariedade e Podemos. Entre as lideranças envolvidas estão nomes como o senador Cid Gomes (PSB), o ex-senador Eunício Oliveira (MDB) e o ex-vice-governador Domingos Filho (PSD), além de outras figuras políticas que terão papel fundamental nas negociações futuras.
Outro ponto abordado por Elmano foi a montagem de chapas para deputado federal e estadual. Ele lembrou que a disputa por espaço entre os partidos é natural, sobretudo considerando as regras eleitorais que priorizam o desempenho nas eleições proporcionais.
“Cada partido quer ampliar sua bancada. Isso gera uma disputa de áreas e de interesses, especialmente para deputado federal, que tem um peso estratégico nas eleições”, explicou.
Por ora, o governador reafirma que a prioridade segue sendo a gestão e os projetos para o estado. As decisões eleitorais ficarão para 2026, dentro de um planejamento que considere o cenário político do momento e as condições que garantam a continuidade do projeto governista no Ceará.




