Foto: Thiago Gaspar
A devolução de celulares roubados virou uma das marcas mais visíveis da política de segurança do governo Elmano de Freitas. Criado há pouco mais de um ano, o Programa Meu Celular já permitiu a recuperação de mais de 8 mil aparelhos e se tornou uma vitrine do esforço do Estado em combater o furto e a receptação desses equipamentos. Não à toa, o próprio governador costuma fazer questão de estar presente nas entregas, como a desta sexta-feira (13), no Cisp, em Fortaleza.

O gesto tem peso simbólico. Quem já teve o celular levado por criminosos sabe o que significa reaver o aparelho – e não apenas pelo valor de mercado. Em muitos casos, estão ali fotos de família, arquivos de trabalho, senhas, memórias. Há modelos em que nem mesmo a exclusão remota é possível. Por isso, o momento da devolução representa algo maior: um gesto concreto de justiça.
O volume de aparelhos devolvidos também sinaliza uma mudança prática. Segundo o governo, houve uma redução de cerca de 30% nos casos de roubo e furto, o que pode indicar que o programa começa a inibir o crime, tanto pela punição a quem rouba quanto pela fiscalização de quem revende. Para o Estado, a equação é simples: segurança que funciona é aquela que o cidadão sente na pele — e no bolso.




