“Forte pra quem?”: desabafo de secretário do Ceará ecoa críticas às decisões do Congresso

Chagas Vieira, da Casa Civil do Ceará, reagiu nas redes sociais à derrubada de medidas do governo federal e à proposta de ampliar número de deputados.

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Foto: Reprodução

O secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, usou as redes sociais para criticar abertamente recentes decisões do Congresso Nacional, entre elas a derrubada do decreto do presidente Lula sobre o IOF em investimentos offshore — que previa tributação dos mais ricos — e a proposta de aumento no número de deputados federais, de 513 para 531 parlamentares.

O desabafo, que viralizou entre apoiadores do governo, teve tom direto:

“O Congresso tá forte pra quem? E a preço de quê?”, questionou Chagas, ao ironizar a narrativa de que o Parlamento estaria fortalecendo sua atuação frente a um Executivo supostamente enfraquecido. “Forte derrubando medida que visava taxar os mais ricos e aliviar o bolso dos mais pobres? Forte derrubando medida do governo que tentava evitar o aumento da conta de energia para toda a população?”, disparou.

Ao abordar a proposta de ampliar o número de deputados, o secretário foi ainda mais enfático:

“Partindo de 513 pra 531 deputados… temos os Estados Unidos com população 50% maior que a do Brasil e com bem menos deputados: 435.”

A crítica também apontou motivações eleitorais por trás das movimentações no Congresso. Segundo Chagas Vieira, há parlamentares atuando com foco exclusivo nas eleições municipais de 2026:

“Estão preocupados unicamente em desgastar o governo pensando em retomar o poder. E isso é ser forte? Não. Isso é ser desumano.”

A fala do secretário reflete o desconforto de setores do governo com o que consideram um “cerco político” por parte de grupos parlamentares que vêm sistematicamente bloqueando medidas fiscais e de justiça tributária do Executivo. A postagem de Chagas soma-se a manifestações de governistas que veem nas recentes votações um esvaziamento do esforço do governo federal por maior equilíbrio orçamentário.

Ao levar o debate para o campo da empatia social, Chagas Vieira concluiu:

“Quando a gente se coloca no lugar das pessoas, percebe o impacto dessas decisões. Não é só política, é vida real.”