Indústria cearense mobilizada para avaliar impacto do tarifaço dos EUA

Lideranças analisam as medidas de Trump para traçar estratégias.
Fachada da sede da FIEC

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Foto: Ascom/FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) reuniu-se nesta quarta-feira (30) com suas equipes técnicas, o Observatório da Indústria e o Centro Internacional de Negócios (CIN), além de empresários locais com pauta de exportação para os Estados Unidos. O encontro teve como objetivo analisar os efeitos do decreto assinado pelo presidente Donald Trump, que eleva em 40% as tarifas sobre produtos brasileiros, totalizando 50%, e definir estratégias para reduzir os impactos da medida.

A entidade reforçou apoio ao posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende negociação, e não retaliação, como caminho para reverter a decisão.

“A sobretaxa compromete cadeias produtivas, ameaça empregos e investimentos, mas acreditamos que a saída é ampliar canais de diálogo com o governo americano para evitar prejuízos maiores aos dois países”, destacou Ricardo Alban, presidente da CNI.

A CNI apresentou oito propostas ao governo federal, incluindo crédito emergencial pelo BNDES, prorrogação de prazos de financiamentos e tributos, reforço a medidas antidumping e ampliação do Reintegra. Uma missão empresarial aos EUA também será organizada para sensibilizar empresas e autoridades sobre os efeitos negativos das tarifas.

O Ceará, que direciona mais da metade de suas exportações para o mercado norte-americano, acompanha com atenção os desdobramentos do decreto, especialmente para setores como calçados, pesca, castanha de caju, aço e outros manufaturados, que não foram incluídos nas exceções previstas. A FIEC informou que continuará articulando, junto à CNI e ao governo federal, ações para proteger a indústria cearense e manter os fluxos comerciais com os Estados Unidos.

Veja aqui a íntegra do posicionamento da CNI.