Fortaleza inicia reestruturação da rede de assistência social

Pacote anunciado por Evandro prevê reforma de 33 equipamentos e criação de seis novos espaços até 2026.
Foto: Beatriz Boblitz

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Foto: Beatriz Boblitz

O prefeito Evandro Leitão anunciou, nesta segunda-feira (25), um pacote de reestruturação da Rede de Assistência Social de Fortaleza, que envolve 39 equipamentos distribuídos em todas as Regionais da cidade. Do total, 33 unidades serão requalificadas e outras seis novas serão construídas. As obras acontecerão em três etapas: a primeira já em andamento, a segunda prevista para novembro de 2025 e a terceira para março de 2026.

Segundo o prefeito, a iniciativa busca ampliar a capilaridade do atendimento e garantir qualidade na oferta de serviços às famílias em situação de vulnerabilidade. Entre os equipamentos estão 22 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), quatro Creas, além de centros de cidadania, abrigos e unidades de acolhimento. Também estão previstos dois novos Cras, o Centro Dia Idoso Conjunto Palmeiras, a Casa da Igualdade Racial e a ampliação do Centro de Referência LGBTQIA+ Janaína Dutra.

“Não adianta ter o maior PIB do Nordeste se as políticas públicas não alcançam a todos e se há tanta concentração de renda. Por isso, precisamos transformar essa realidade e melhorar as condições de vida da população”, disse o prefeito.

Durante o lançamento, Evandro destacou a necessidade de concurso público para a área, lembrando que o último ocorreu em 2004. A vice-prefeita e secretária de Direitos Humanos, Gabriella Aguiar, ressaltou que a rede apresentava problemas estruturais graves no início da gestão, o que exigiu ações emergenciais.

“Naquele momento, havia dez equipamentos fora de funcionamento, além de ordem de despejo para alguns deles. Tendo em vista isso, fizemos um relatório junto à Defesa Civil e à Infraestrutura (Seinf) para iniciar essas intervenções e permitir um acolhimento adequado para cada um desses equipamentos”, comentou Gabriella.

Já o presidente da Câmara Municipal, Leo Couto, defendeu que o pacote é parte de uma política mais ampla voltada para reduzir desigualdades. Ele lembrou que, além dessas medidas, a Prefeitura prevê a entrega de 3 mil moradias até 2026, com 5% das unidades reservadas para pessoas em situação de rua e outro percentual igual destinado a trabalhadores em vulnerabilidade em contratos de prestação de serviços.

“Nós temos uma cidade muito desigual e estamos trabalhando com foco para reduzir isso. A partir dessa mensagem, Fortaleza deve passar a ter uma das maiores políticas públicas de assistência”, destacou Couto.