O União Brasil decidiu nesta quinta-feira (18) apertar o cerco a seus filiados que ocupam cargos no governo federal. Em resolução assinada pelo presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, o partido estabeleceu prazo de 24 horas para que todos deixem postos na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O descumprimento pode ser enquadrado como infidelidade partidária.
Atualmente, o principal nome do União Brasil no primeiro escalão é Celso Sabino, ministro do Turismo. A decisão expõe mais um ponto de tensão na relação da legenda com o Planalto, que vinha oscilando entre aproximação e afastamento ao longo dos últimos meses.
No comunicado, o partido também manifestou “irrestrita solidariedade” a Rueda, que foi citado em apuração da Polícia Federal envolvendo suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores financeiros e de combustíveis. Segundo a PF, Rueda não é investigado formalmente, mas o nome dele apareceu em depoimento de um piloto de jatos usados por criminosos.
A legenda questionou o momento em que as suspeitas vieram à tona, sugerindo motivação política.
“Tal coincidência reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança”, afirma o texto.
Mais cedo, Rueda classificou as acusações como difamatórias e negou qualquer ligação com o crime organizado. A crise interna agora se soma à pressão sobre os ocupantes de cargos no governo, em um movimento que pode redefinir a posição do União Brasil na cena política nacional.




