Belém, capital do clima: COP30 busca tirar o Acordo de Paris do papel

Conferência da ONU reúne 194 países na Amazônia para discutir financiamento, transição energética e metas concretas de redução de emissões.

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A partir desta segunda-feira (10) até o dia 21 de novembro, a cidade de Belém, no Pará, assume papel central nas discussões globais sobre clima ao sediar a COP30, a 30.ª Conferência das Partes da UNFCCC. (Nações Unidas)
A escolha de Belém — na Amazônia, o bioma com maior biodiversidade do planeta e regulador climático crucial — reforça o simbolismo de colocar em evidência não apenas as metas de emissões, mas também a preservação de florestas e adaptação às mudanças.

 

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Escritório da COP30, em Belém – Foto: Divulgação

 

Entre os dois grandes eixos das negociações, despontam: o financiamento da adaptação, a transição energética e o abandono progressivo dos combustíveis fósseis; a operacionalização do balanço global do Acordo de Paris (GST); e o estabelecimento de indicadores para medir progresso na adaptação, como em cidades vulneráveis ou territórios tradicionais.

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Hangar Centro de Convenções – Foto: Divulgação

A conferência reunirá delegações de praticamente todos os países signatários (194) da convenção, na expectativa de mobilizar agendas práticas e recursos para que a ação climática deixe de ser promessa e passe a ser execução.

Porém, o momento é marcado por desafios: menos de 80 países entregaram revisões de suas metas nacionais (NDCs), a estrutura de financiamento prometida para países em desenvolvimento ainda não se concretizou e o ritmo das emissões globais permanece elevado.

 

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Floresta Amazônica: geologia e relevo – Foto: Greenpeace Brasil

 

Belém é, nesse sentido, mais do que o palco diplomático: é o epicentro de uma conferência que pretende dar saltos — e não apenas discutir — na agenda climática. Se as decisões realmente forem implementadas, esse poderá ser o ponto de virada para a década entre 2026 e 2035.
Cabe acompanhar os resultados concretos, os prazos definidos, os mecanismos de financiamento aprovados — e se, enfim, será possível sair de Belém com um “mapa do caminho” que não será arquivado.