Quando a cidade abre espaço para a infância

Crianças de regiões vulneráveis têm tarde de lazer e integração na Cidade da Criança.

Compartilhar

Facebook
Twitter
WhatsApp

A pequena Ester, de 8 anos, não hesitou quando perguntada sobre o que mais queria depois de visitar a Cidade da Criança pela primeira vez. “Aqui é muito legal. Quero voltar com certeza”, disse, enquanto observava o movimento no parque. Ela e o irmão Pedro, de 3 anos, chegaram ao espaço acompanhados da mãe, Bruna Mendes, moradora do Bonsucesso, que descreveu o lugar como “aconchegante, próximo da natureza e cheio de oportunidades que muitas crianças não têm”.

Bruna Mendes, dona de casa, levou os filhos Pedro e Ester para conhecerem a Cidade da Criança – Foto: Kiko Silva

Ao lado deles, dezenas de outras famílias viviam a mesma descoberta. A tarde desta quarta-feira (10) reuniu crianças atendidas por projetos sociais e por escolas da Rede Municipal, todas participando de uma ação solidária promovida pela Prefeitura de Fortaleza, em parceria com entidades privadas. Foram cerca de duas mil crianças recebendo brinquedos, lanches e assistindo a apresentações culturais — entre elas o espetáculo inspirado em Frozen, apresentado pela Companhia Mix da Alegria, além do encontro com o Papai Noel.

Heraldo Júnior, coordenador do Projeto Bem, que levou Bruna, Pedro, Ester e outras 25 crianças da região, observava cada reação como quem sabe o valor daquele momento. “Estamos construindo memórias boas. A alegria começa ainda no ônibus. A expectativa já transforma o dia”, disse. Para ele, proporcionar cultura e convivência é mais do que um gesto; é uma marca na infância.

A primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão, destaca que nada disso acontece de forma isolada. “A gente não faz nada só. Quando uma cidade recebe bem uma criança e as famílias, ela está preparada para receber qualquer pessoa”, afirmou, lembrando que o trabalho integrado entre poder público, iniciativa privada e terceiro setor é um dos pilares do Plano Fortaleza Inclusiva.

As escolas municipais também tiveram espaço na ação. Alunos de 12 unidades, duas por Distrito de Educação, participaram das atividades. Para Socorro Timbó, coordenadora de Educação e Projetos da Cidade da Criança, o impacto vai além do presente recebido. “Eles reconhecem o espaço como lugar do brincar livre e da liberdade de expressão”, explicou.

No fim da tarde, enquanto o parque começava a esvaziar, Ester ainda segurava firme o novo brinquedo. O sorriso dela repetia o de tantas outras crianças que, por algumas horas, encontraram ali uma experiência de pertencimento — simples, afetiva e capaz de se transformar em memória.