Material escolar 2026: preços variam até 481% em Fortaleza

Pesquisa do Procon alerta pais para diferença brutal entre lojas.

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Com a proximidade do início do ano letivo, uma pesquisa do Procon Fortaleza mostra que pesquisar preços deixou de ser apenas uma recomendação e virou necessidade. O levantamento aponta diferenças expressivas entre estabelecimentos da capital, com impacto direto no orçamento das famílias.

Entre os 49 itens analisados em oito papelarias e livrarias, a mochila de tamanho grande lidera a disparidade: encontrada por valores entre R$ 47,60 e R$ 276,90, uma variação de 481,72%. Produtos básicos, como cadernos, lápis e apontadores, também apresentaram oscilações significativas, reforçando a importância da comparação antes da compra.

A coleta de preços ocorreu entre 22 de dezembro e 12 de janeiro, em lojas localizadas nos bairros de Fátima, Benfica, Centro e Presidente Kennedy.


Arte: IA/ChatGPT
Destaques da pesquisa
  • Mochila para costas: +481,72%

  • Caderno 96 folhas: +308,32%

  • Apontador com coletor: +285,71%

  • Tela para pintura (20×30 cm): +167,15%

  • Borracha branca: +166,67%

Conclusão prática: o mesmo produto pode custar até cinco vezes mais dependendo da loja e da marca.


Operação Material Escolar: o que a escola não pode exigir

Paralelamente à pesquisa de preços, o Procon iniciou a Operação Material Escolar para fiscalizar listas abusivas. Pela Lei Federal nº 12.886/2013, escolas só podem solicitar itens de uso individual e com finalidade pedagógica.

🚫 Exemplos de itens proibidos

Desinfetante, papel higiênico, álcool, sacos plásticos, rodos, copos descartáveis, baldes e outros materiais de uso coletivo já foram identificados como exigências irregulares.

Outro ponto de atenção: a escola não pode reter transferência de aluno por inadimplência. O débito pode impedir a rematrícula na mesma instituição, mas não a saída do estudante para outra escola.


Serviço ao consumidor: dicas para gastar menos e evitar abusos

  • Reaproveite materiais em bom estado do ano anterior

  • Compare preços e marcas antes de fechar a compra

  • Organize trocas ou bazares comunitários

  • Busque livros em sebos físicos ou online

  • Evite compras no comércio informal

  • Confira rótulos, validade e informações em português

  • Desconfie de listas extensas ou genéricas

📞 Denúncias: Central de Atendimento ao Consumidor – 151

Relatório de pesquisa de material escolar – 2026

Lista exemplificativa com 77 itens considerados de uso coletivo e que não podem ser exigidos pelas escolas