A exemplo do ano passado, Caucaia decidiu pisar no freio no Carnaval 2026.
A Prefeitura anunciou que não haverá programação oficial, priorizando saúde e outros serviços essenciais.
A decisão pesa ainda mais porque a cidade — especialmente a Praia de Icaraí — construiu, ao longo dos anos, um carnaval popular forte, com trios elétricos e grande presença de público na Avenida Litorânea.
Mas o contexto mudou.
Com caixa curto, a escolha foi pela cautela.
E faz sentido.
Em 2026, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará apertou o cerco e passou a fiscalizar com rigor os gastos públicos em festas, o que tem levado prefeitos a pensarem duas vezes antes de bancar eventos acima da capacidade financeira dos municípios.
Nesse cenário, se houver folia, que venha do setor privado, com regras claras e segurança garantida pelo poder público.
A decisão do prefeito Naumi Amorim não é isolada: segue a mesma linha adotada por sua correligionária do PSD, a prefeita Patrícia Aguiar, em Tauá.
Prudência fiscal pode não render confete, mas evita ressaca nas contas públicas.




