Entre o governo e a oposição

Vereadora define a trincheira do PSOL em Fortaleza.

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A vereadora Adriana Gerônimo foi direta ao ponto ao explicar, em bate papo com as jornalistas Inês Aparecida e Kamila fernandes, no badalado podcast AS CUNHÃS, o lugar do PSOL na Câmara de Fortaleza: independência, sem adesão automática ao governo e sem flerte com a oposição formal.

Segundo ela, o “estranhamento” com a gestão Evandro Leitão ganhou corpo após o Plano Diretor, quando o partido optou por “defender os movimentos sociais e um projeto de cidade coletivo”.

“A cidade foi traída”, afirmou, ao criticar a opção do prefeito por interesses empresariais, sem personalizar o embate.

A linha é clara: “O PSOL não está no governo”; filiados em cargos não falam pelo partido.

O alinhamento, então, é com a oposição? “Oposição nesse momento não é o lugar do PSOL, porque a oposição da Câmara hoje é a extrema-direita”, disse a vereadora. “Não vou me misturar com baixaria”, resumiu.

O recado final é de método e tom: independência ativa, críticas quando necessário — “as mais duras” — e distância calculada de um plenário polarizado.