A reorganização das forças de oposição no Ceará começa a ganhar contornos mais definidos para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa Falando Francamente, da Rádio Poty, em Crateús, o deputado estadual Felipe Mota anunciou que deixará o União Brasil para disputar a reeleição pelo PSDB, movimento que, segundo ele, integra uma estratégia mais ampla de alinhamento entre os partidos oposicionistas no estado.
Ainda filiado ao União Brasil, o parlamentar explicou que há um entendimento em curso para concentrar as candidaturas conforme o cargo em disputa. “Quem for candidato a deputado federal irá pelo União Progressista. Quem for candidato a deputado estadual irá pelo PSDB. É quase que certeza que todos os deputados estaduais serão eleitos pelo PSDB”, afirmou durante a entrevista, acrescentando que também fará a mudança de legenda.
A sinalização aponta para uma divisão de papéis entre os partidos que compõem o bloco de oposição, com o objetivo de evitar dispersão de candidaturas e ampliar a competitividade eleitoral. Pelas redes sociais, Felipe Mota reforçou o desenho desse acordo político, destacando que a União Progressista — federação formada por União Brasil e PP — concentrará os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados, enquanto o PSDB ficará responsável pelas candidaturas à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Na avaliação do deputado, a definição vai além de uma decisão pontual e faz parte de uma articulação estruturada. “Essa construção não é isolada. Ela faz parte de um movimento maior de fortalecimento da oposição”, pontuou.
Felipe Mota também avaliou que a repercussão da estratégia não se limita ao cenário local. “Estamos levando para o Ceará, para o Brasil e para o mundo inteiro”, disse, ao projetar que o arranjo político poderá influenciar debates em outras esferas.
A movimentação ocorre em um momento de antecipação das estratégias eleitorais e reforça o esforço dos partidos de oposição em construir um discurso unificado e um desenho eleitoral mais racional para o próximo pleito.




