Camilo avalia deixar o MEC e reforçar articulação eleitoral no Ceará

Ministro diz que decisão será tomada até março e reafirma apoio à reeleição de Elmano e Lula.

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O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que avalia deixar o comando do Ministério da Educação (MEC) para se dedicar à campanha eleitoral no Ceará, com foco na reeleição do governador Elmano de Freitas e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, segundo ele, pode ser tomada até março.

Em conversa com jornalistas no MEC, Camilo argumentou que a função ministerial exige presença constante em diferentes regiões do país, o que o mantém distante do estado que governou por dois mandatos e onde foi eleito senador em 2022. “O papel de ministro é no Brasil inteiro, muitas vezes fica ausente no nosso estado. Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Brasil e no Ceará”, afirmou.

A movimentação ocorre em meio à antecipação do debate eleitoral no estado, especialmente após o lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo cearense e seu desempenho inicial em pesquisas de intenção de voto. Questionado sobre o cenário, Camilo reforçou que seu foco, neste momento, é o apoio à atual gestão estadual. “Quero dizer aqui claramente que meu candidato é Elmano Freitas. Vou trabalhar pra ele e o presidente Lula serem reeleitos”, disse.

Apesar disso, o ministro também é citado nos bastidores como um nome capaz de assumir protagonismo maior na disputa, caso o cenário eleitoral se torne mais adverso ao governador. Camilo evitou especulações, destacando que a decisão sobre deixar o MEC será tomada dentro do prazo legal e sem prejuízo às políticas educacionais. “Temos uma grande equipe no ministério. O MEC está rodando bem. Não tenho dúvida de que minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento das ações”, afirmou.

Caso opte por deixar o cargo, Camilo retornaria ao Senado, de onde poderia atuar de forma mais direta na articulação política no Ceará durante o período eleitoral.