A votação terminou, mas a disputa sobre a jornada de trabalho continua na campanha presidencial.
Após apoiar o fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro (PL) sinaliza a empresários que poderá defender mudanças caso seja eleito.
Segundo reportagem do Estadão, aliados transmitiram esse recado ao setor produtivo, que cobra ajustes nas regras.
O movimento revela o desafio de conciliar o apoio popular à redução da jornada com as pressões empresariais.
Aprovada pelo Senado na quarta-feira (14), a PEC prevê 40 horas semanais, sem redução salarial.
Publicamente, Flávio justificou sua posição pela vontade da maioria da população.
Nos bastidores, interlocutores atribuem a adesão também ao esforço de evitar desgaste eleitoral e limitar os ganhos de Lula (PT) com a pauta.
Entre as alternativas citadas está a proposta de Rogério Marinho (PL-RN), baseada em trabalho flexível e remuneração por hora.
Ainda faltam, porém, detalhes sobre quais regras seriam revistas e como essa mudança seria encaminhada.
Para o eleitor, essa definição faz diferença: apoiar a redução da jornada e explicar os ajustes pretendidos são compromissos que precisam caminhar juntos.




