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A federação recém-formada entre Progressistas e União Brasil pode até ganhar peso em Brasília, mas, no Ceará, a equação é mais complicada. Ambos os partidos estão confortavelmente abrigados na base do governador Elmano de Freitas, enquanto suas cúpulas nacionais ensaiam papel de oposição ao governo federal. É como tentar conciliar dois tabuleiros com regras diferentes ao mesmo tempo.
Um caso emblemático dessa contradição é a indicação da ex-prefeita de Massapê, Aline Albuquerque, para o Conselho da Arce. O gesto partiu do governador Elmano, mas o impacto político vai além. Afinal, Aline é filha de Zezinho Albuquerque, secretário das Cidades e um dos principais nomes do Progressistas no Estado.
Ou seja: enquanto o PP nacional busca se alinhar ao discurso oposicionista, no Ceará continua sendo protagonista de decisões importantes dentro da gestão petista. Esse contraste revela como a política local opera em lógica própria, independente das pressões de Brasília. E, até aqui, Elmano tem sabido manter sua base unida, mesmo em terreno movediço.




