Alta nos atendimentos do IJF chama atenção para acidentes com idosos

Especialistas alertam para riscos domésticos que podem provocar traumas graves.

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O aumento no número de cirurgias realizadas pelo Instituto Dr. José Frota (IJF) nos primeiros ოთხo meses de 2026 revela não apenas a pressão constante sobre a maior emergência hospitalar de Fortaleza, mas também um alerta silencioso que cresce dentro das famílias: o avanço dos casos de quedas envolvendo idosos. Entre janeiro e abril, o hospital contabilizou 5.097 procedimentos cirúrgicos, média de 42 por dia, com alta de cerca de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados reforçam a rotina intensa da unidade, referência em traumas de alta complexidade no Ceará. Acidentes com motocicletas seguem entre os principais motivos de atendimento, mas as quedas continuam ocupando espaço preocupante nas estatísticas — sobretudo entre pessoas com mais de 60 anos e crianças pequenas.

No caso dos idosos, uma simples queda dentro de casa pode desencadear consequências graves. Fraturas de fêmur, traumatismos cranianos e complicações decorrentes da imobilidade frequentemente levam a longos períodos de internação e, não raro, podem resultar em morte. O alerta vale para familiares e cuidadores: iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos e ausência de apoio em banheiros aumentam significativamente os riscos.

O crescimento da demanda também levou o IJF a reforçar sua estrutura. Segundo o superintendente João Gilberto Macêdo, mais de 100 profissionais de saúde foram convocados pela atual gestão para ampliar a capacidade de resposta da unidade. “As medidas adotadas contribuem diretamente para maior agilidade nos atendimentos e ampliação da oferta de procedimentos cirúrgicos”, afirmou.

Além da área traumatológica, o hospital mantém serviços especializados como o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e o Centro de Tratamento de Queimados, funcionando 24 horas por dia. Em meio à rotina intensa do IJF, os números acabam revelando também um desafio social: prevenir acidentes ainda custa menos — e salva mais vidas — do que remediar suas consequências.