Após condenação definitiva, Bolsonaro seguirá em sala especial da PF

Outras lideranças militares também são presas; tentativa de violar tornozeleira pesou na decisão.

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O ministro Alexandre de Moraes confirmou nesta terça-feira (25) o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em última instância pelo STF a 27 anos e 3 meses por liderar uma trama golpista. Com o trânsito em julgado, Bolsonaro seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em sala de Estado-Maior — ambiente sem contato com outros presos e com estrutura diferenciada, que inclui banheiro privativo e ar-condicionado.

A decisão também alcançou outros integrantes do núcleo central do processo. Os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier foram presos e passaram a cumprir suas respectivas penas. Já Anderson Torres deverá permanecer no 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada “Papudinha”.

Moraes determinou ainda que Bolsonaro passe por nova audiência de custódia nesta quarta-feira (26), às 14h30, no mesmo prédio da PF, e que tenha atendimento médico contínuo. O ministro cita risco de fuga para justificar a conversão da prisão domiciliar em regime fechado — medida adotada após Bolsonaro tentar danificar a tornozeleira eletrônica, episódio que a defesa atribuiu a efeitos de medicamentos.

O caso marca um dos capítulos mais relevantes da responsabilização judicial pelos atos que, segundo o Supremo, atentaram contra a ordem democrática. A defesa do ex-presidente voltou a negar qualquer irregularidade.