A arte não resolve, sozinha, a vida de quem mora nas ruas. Mas pode abrir portas que quase sempre permanecem fechadas. É com essa proposta que a campanha Estouro Cultural chega à terceira edição em Fortaleza.
Realizada pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), a iniciativa promove, ao longo de agosto, oficinas, apresentações e ações de cidadania em diferentes espaços públicos. A expectativa é alcançar cerca de 500 participantes, sem cobrança, inscrição prévia ou exigência de documentos.
A programação inclui fotografia, cinema, literatura, teatro de rua e artesanato. Também oferece apoio para a montagem de portfólios e o cadastro de artistas no Mapa Cultural, facilitando o acesso a editais e oportunidades de geração de renda.
O trabalho vai além da agenda cultural. Uma rede de serviços orienta os participantes sobre emissão de documentos, aluguel social e atendimento em saúde mental, com a participação do Centro Pop, Consultório na Rua, CAPS AD e Centro de Referência sobre Drogas.
Em uma cidade com mais de 12 mil pessoas em situação de rua, segundo os dados apresentados pela campanha, reconhecer talentos pode ser o começo. Garantir direitos e condições para a reconstrução de trajetórias é o desafio maior.
As atividades seguem até 28 de agosto, em locais como o Teatro Carlos Câmara, Hub Cultural Porto Dragão, Theatro José de Alencar e Centro Dragão do Mar.




