A uma semana da Black Friday 2025, marcada para 28 de novembro, o comércio já vive clima de contagem regressiva. Em Fortaleza, por exemplo, tem rede de supermercados anunciando maratonas de vendas 24 horas por até três dias seguidos, enquanto lojas de eletrônicos, moda e casa aceleram preparativos para receber um público que também está se planejando. Muita gente fez poupança ao longo do ano justamente para aproveitar as oportunidades — e espera agora separar o que é oferta real do que é só maquiagem de preço.
As projeções da Abiacom apontam para um movimento de R$ 13,34 bilhões no e-commerce brasileiro, crescimento de 14,7% sobre 2024. Mas o dado mais revelador está na mudança de hábito: apenas um terço das compras previstas para novembro deve ocorrer exatamente na sexta-feira. A Black Friday virou, de vez, Black November, com descontos distribuídos ao longo de todo o mês.
Nesse novo cenário, o consumidor chega mais informado e menos impulsivo. Para quem atua no varejo, isso significa que o preço já não é suficiente. O especialista em em Gestão de Relacionamento com Cliente (CRM), Kairo Alves, resume bem essa virada: “Hoje, quem conhece o cliente, entende seus comportamentos e personaliza a jornada consegue vender mais, e melhor.”
A lógica, explicam consultores do setor, vale antes, durante e depois da data: histórico de compras, comportamento digital e comunicação personalizada aumentam a chance de conversão — e ajudam a manter o cliente no pós-venda. Segundo estudo da Gauge e W3haus, 70% dos consumidores afirmam que ofertas personalizadas aumentam a probabilidade de compra em novembro.
Para quem está do lado de cá da tela, a dica é combinar pesquisa, monitoramento e calma: as melhores oportunidades não obrigatoriamente cairão no dia 28. Para o varejo, a mensagem é outra — a Black Friday já não é só sobre vender muito em pouco tempo, mas sobre fidelizar quem escolhe comprar.




