Camilo associa Ciro ao bolsonarismo e eleva tom da disputa política no Ceará

Senador afirmou que ex-governador fez acordos com setores ligados ao PL e criticou postura da oposição

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O acirramento da disputa política no Ceará ganhou novos capítulos, com declarações do senador e  ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), direcionadas ao ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Estado, Ciro Gomes(PSDB). Em entrevista ao podcast Café com Verdade, do Grupo Cidade, Camilo afirmou que o pedetista “mudou de lado” ao se aproximar do bolsonarismo cearense e nacional.

Sem citar diretamente episódios específicos da articulação política, Camilo associou Ciro ao senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo PL. O ministro afirmou que o ex-governador estaria construindo alianças eleitorais com setores bolsonaristas no Ceará.

“Aqui no Ceará quem mudou de lado não fomos nós, o candidato que se coloca como adversário que mudou de lado”, declarou Camilo durante a entrevista, reproduzida posteriormente em suas redes sociais no mesmo dia em que Ciro oficializou a pré-candidatura ao Palácio da Abolição.

As declarações reforçam o ambiente de polarização que começa a marcar a pré-campanha de 2026 no Estado. Nos últimos meses, aliados de Ciro passaram a intensificar aproximações com lideranças do PL no Ceará, especialmente em torno da pré-candidatura do deputado federal Alcides Fernandes ao Senado.

Durante a entrevista, Camilo também criticou o estilo político da oposição, afirmando que parte do grupo ainda atua sob uma lógica de “caciques políticos” e recorrendo a termos como “ódio”, “fake news” e “blá blá blá” ao comentar o discurso adversário.

O ministro ainda comparou a gestão do ex-prefeito José Sarto (PSDB) com a administração do atual prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Camilo citou temas como a extinção da Taxa do Lixo e a situação financeira do IJFcomo exemplos de diferenças entre os dois grupos políticos.

A fala ocorre no momento em que o cenário eleitoral cearense começa a ganhar contornos mais definidos, com governistas e oposição ampliando ataques, alianças e movimentações públicas de olho na sucessão estadual.