Camilo Santana estaria entre as autoridades monitoradas ilegalmente pela Abin

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, e é um dos alvos da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada nesta quinta-feira (25) pela Polícia Federal, para investigar organização criminosa que teria se instalado na Abin para monitorar ilegalmente autoridades, jornalistas e políticos.
Ministro Camilo Santana

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana, está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de monitoramento ilegal realizado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A revelação ocorreu após a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a Operação Vigilância Aproximada. A PF cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, buscando evidências do uso do software FirstMile para espionar figuras de destaque durante o governo Bolsonaro.

O diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Segurança da Abin, Paulo Magno, teria sido flagrado pilotando um drone próximo à residência de Camilo Santana, quando ele era governador do Ceará.

Outros nomes de peso, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, também foram alvos dessa operação ilegal, na época em que a Abin estava sob o comando do hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que planeja concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro este ano, com o apoio público do ex-presidente Bolsonaro.