Carga tributária é principal fator no custo da energia elétrica, aponta CNI

Pesquisa revela que 60% das indústrias consideram impostos o maior impacto na conta de luz, seguido por subsídios e custos de transmissão.
Linhas de transmissão de energia elétrica

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Foto: Freepik

Seis em cada dez indústrias apontam a carga tributária como o principal fator que encarece a conta de luz no Brasil. É o que revela uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que entrevistou 1.002 executivos de empresas de pequeno, médio e grande porte. Para 60% dos entrevistados, a alta carga tributária é o maior problema, seguida pelos períodos de seca (29%) e o custo de transmissão de energia (27%).

Além disso, 55% das indústrias consideram que os subsídios excessivos no setor elétrico prejudicam a competitividade. Esses benefícios são vistos como um dos motivos para o elevado custo da energia elétrica no país por 47% dos executivos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), impostos e encargos representam 44,1% do valor da conta de luz.

A pesquisa também aponta que 53% das empresas notaram um aumento na conta de luz nos últimos 12 meses. Para 43%, o impacto do custo da energia é alto ou muito alto. “Reduzir o preço da energia é uma obsessão da indústria brasileira. Diminuir os encargos é essencial para a competitividade do setor”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Os dados mostram ainda que 96% das indústrias usam energia elétrica no processo produtivo, enquanto 20% utilizam energia solar. Gás natural, óleo diesel e lenha são usados por uma minoria. Falhas no fornecimento de energia também são frequentes: 70% das indústrias relataram ao menos uma queda de luz nos últimos 12 meses.

Por fim, a pesquisa revela que 26% das indústrias estão no mercado livre de energia, onde a economia pode chegar a 29%. Contudo, 56% das empresas ainda compram energia exclusivamente no mercado cativo. O estudo indica que 33% das indústrias pretendem migrar para o mercado livre, com esse índice aumentando para 48% entre médias e grandes indústrias.

Confira a íntegra da pesquisa AQUI.

(Com informações do site da CNI)