O Ceará avança na tentativa de consolidar sua base produtiva ao atrair novos investimentos no setor agroindustrial. Nesta terça-feira, representantes da Companhia de Alimentos do Nordeste (Cialne) estiveram reunidos com dirigentes da Secretaria do Desenvolvimento Econômico para ajustar um plano de expansão no estado até 2028.
A proposta envolve aportes da ordem de R$ 450 milhões, com foco na ampliação da cadeia avícola, incluindo a produção de frangos de corte e matrizes. O movimento ocorre em um momento em que o Ceará busca fortalecer a integração entre indústria e campo, especialmente em regiões fora do eixo metropolitano.
Além do impacto produtivo, o projeto prevê a geração de cerca de 400 empregos diretos, com alcance em municípios próximos à capital e também no semiárido. A interiorização dos investimentos aparece como um dos eixos centrais da estratégia.
O CEO da empresa, Ivan Peruzzo, destacou o ambiente institucional como fator relevante para a decisão. “Encontramos gestores que entendem a função do Estado em viabilizar investimentos e ampliar a produtividade”, afirmou.
Pelo lado do governo, o secretário Fábio Feijó associou o projeto a uma política de descentralização econômica. “Nosso papel é garantir um ambiente favorável para que empresas continuem investindo e gerando oportunidades”, disse.
Já o secretário executivo Silvio Carlos ressaltou o potencial do agronegócio local. “A expansão mostra a capacidade tecnológica e a resiliência da produção no semiárido”, pontuou.
Com os ajustes concluídos, a expectativa é que o cronograma de implantação siga o planejamento da empresa, reforçando a presença do Ceará na cadeia nacional da avicultura.




