O Ceará encerrou 2025 com um dado que chama atenção: R$ 4,8 bilhões em investimentos públicos, segundo balanço apresentado pela Sefaz na Alece. O número, elevado em termos históricos, aparece acompanhado de um conjunto de indicadores fiscais que ajudam a dimensionar o cenário das contas estaduais.
De acordo com o secretário Fabrízio Gomes, o Estado cumpriu integralmente as metas da Lei de Responsabilidade Fiscal, mantendo pelo terceiro ano seguido a classificação Capag A+, concedida pelo Tesouro Nacional. O selo, restrito a poucos estados, costuma indicar maior capacidade de pagamento e acesso facilitado a crédito.
Os dados mostram ainda crescimento da receita corrente líquida e redução do nível de endividamento, hoje em torno de 50% — bem abaixo do limite legal. Em paralelo, o PIB cearense avançou 2,87%, acima da média nacional, o que sugere uma combinação de ajuste fiscal com expansão econômica.
Na leitura de parlamentares presentes à apresentação, como Missias Dias e Guilherme Sampaio, o ambiente de equilíbrio nas contas cria condições para políticas públicas mais estáveis. O desafio, no entanto, segue sendo transformar números fiscais positivos em resultados percebidos de forma mais ampla pela população.
Entre rigor e investimento, o Ceará mantém uma equação conhecida da gestão pública: contas organizadas são meio — não fim — para a entrega de serviços e redução de desigualdades.




