O Ceará fechou 2025 com 290.630 empregos formais na indústria, consolidando o segundo maior estoque de trabalhadores com carteira assinada entre os estados do Norte e Nordeste. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No ranking regional, o estado ficou atrás apenas da Bahia (325.154 vínculos) e à frente de Pernambuco (258.556), mantendo a indústria como um dos principais polos de absorção de mão de obra.
Para o governador Elmano de Freitas, o saldo tem impacto direto na economia doméstica. “Esse resultado vai além dos números: significa mais renda, estabilidade e oportunidades para milhares de famílias cearenses”, afirmou.
O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Danilo Serpa, atribuiu o desempenho à política de incentivos e à interlocução com o setor produtivo. “Mesmo em um ano desafiador, o diálogo e a agilidade das ações do governo foram decisivos para mitigar impactos e preservar a economia local”, declarou.
Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho, destacou a combinação entre incentivos fiscais e infraestrutura. “Temos trabalhado para atrair empresas e garantir a permanência de quem já produz no Ceará, com áreas industriais e suporte logístico”, disse.
Os segmentos que mais empregam são calçados (69 mil postos), alimentos (45 mil) e confecção (41 mil), seguidos por minerais não metálicos, têxtil e metalurgia leve.
Na mesma semana, o Governo do Ceará aprovou, via Condec, 130 projetos de investimento privado. A previsão é de mais de R$ 1 bilhão em aportes e cerca de 5 mil novas vagas, ampliando a base industrial para 2026.




