Cid Gomes adia anúncio político e mantém suspense sobre futuro partidário

O senador justificou o adiamento com a necessidade de priorizar conversas em Brasília antes de tomar uma decisão política tão importante.
Senador Cid Gomes

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Cid Gomes surpreendeu ao adiar, pela segunda vez, o anúncio de sua nova filiação, originalmente marcado para esta segunda-feira (11). A reunião com dissidentes do PDT foi remarcada para o próximo dia 18, deixando em suspense o destino político não apenas do senador, mas também de um considerável grupo de lideranças.

Cid Gomes justificou o adiamento alegando a necessidade de priorizar conversas em Brasília antes de tomar uma decisão política crucial. Em comunicado nas redes sociais, o senador declarou:

“Temos uma decisão política importante para tomar, mas ainda faltam alguns contatos para que possamos dialogar com todos e informar, da melhor maneira possível, as alternativas que teremos.”

A crise no PDT Ceará se acentuou desde a eleição de 2022, dividindo a legenda em duas alas: a do senador Cid Gomes, que busca a retomada da aliança com o Governo do Estado, e a do deputado federal André Figueiredo, que pretende se posicionar como oposição.

A situação se agravou após Cid conceder carta de anuência ao presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Evandro Leitão, em agosto. Sua permanência na presidência do PDT Ceará está sendo contestada judicialmente.

O adiamento da decisão política de Cid Gomes alimenta especulações sobre uma possível articulação para definir os próximos passos do grupo político que o acompanha. Mais de 40 prefeitos, 10 deputados estaduais titulares, 4 suplentes de deputados estaduais, 4 deputados federais titulares e 2 suplentes de deputados federais devem deixar o PDT, alegando “perseguição” diante da crise interna.

O senador tem intensificado seus encontros em Brasília, buscando definir a nova agremiação para abrigar seu grupo político. Apesar dos desafios, a saída dos prefeitos e do senador não acarretará perda de mandato, uma vez que ocupam cargos majoritários. Contudo, os deputados podem enfrentar ações judiciais do PDT nacional, que detém os cargos proporcionais.