A ciência produzida dentro da escola pública ganhou destaque na I Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará, promovida pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) em parceria com o CNPq, no Centro de Fortaleza. Entre os projetos premiados, estudantes da rede municipal da Capital conquistaram dois primeiros lugares em áreas distintas, unindo pesquisa, criatividade e experiências do cotidiano escolar.
Na área de Linguagens, alunos da Escola Municipal Professora Edith Braga venceram com o trabalho “Tecendo vozes: Cartografia Poética Antirracista”. Desenvolvida por estudantes do 5º ano, a pesquisa utilizou poesia, rodas de conversa e leituras de autores negros para discutir identidade, racismo e memória afetiva. A professora Márcia Belarmino destacou que o projeto buscou transformar vivências em expressão coletiva. “Adotamos uma metodologia inspirada na cartografia poética, entendida como uma forma de mapear sentimentos, memórias e vivências das crianças e de suas famílias”, afirmou.
Já na área de Matemática, a Escola Municipal Santa Isabel foi premiada com o projeto “Matematize: Resgatando a imaginação matemática por meio de práticas protagonistas”. A iniciativa apostou em jogos, desafios e produção de vídeos nas redes sociais para aproximar os estudantes dos conceitos matemáticos e estimular autonomia no aprendizado.
A feira reuniu sete escolas municipais de Fortaleza e cerca de 21 estudantes do Ensino Fundamental. Para a gerente da Célula de Currículo dos Anos Iniciais, Nara Moraes, o resultado reforça o papel da escola pública como espaço de produção de conhecimento. “Essa conquista representa o reconhecimento do protagonismo estudantil e da capacidade de nossos alunos articularem aprendizado e realidade social”, ressaltou.




