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A planta da Cimento Apodi, em Quixeré, está prestes a ganhar um novo peso — o da inovação sustentável. Em parceria com a britânica CTEC Energy, a Self Energy e o Grupo Argo Tech, a empresa vai testar uma tecnologia avançada de gaseificação para substituir o coque de petróleo por syngas (gás de síntese) produzido a partir de resíduos plásticos e biomassa. A proposta é transformar lixo em energia e, de quebra, reduzir em até 90 mil toneladas de CO₂ por ano.
O projeto faz parte do Programa de Apoio a Projetos no Brasil do ITA (Acelerador de Transição Industrial), iniciativa ligada à Mission Possible Partnership e ao MDIC. A Apodi, que já investe em energia solar e coprocessamento, reforça sua aposta em soluções de baixo carbono, sempre mirando nos ODS da ONU.
Para o Instituto Argo de Ciência e Tecnologia, braço do Grupo Argo Tech que lidera a iniciativa, trata-se de um divisor de águas na transição industrial.
“Vamos além da substituição do combustível. Entramos na era da economia circular”, resume o CEO da CTEC, Michael Burns.
Mais que um projeto piloto, o movimento aponta para um futuro em que a produção de cimento pode ser eficiente, responsável e, por que não, mais leve para o planeta.




