A campanha pelo Governo do Ceará mal começou e já opera em temperatura máxima.
Em sabatina da TV Jangadeiro/BandNews FM, Ciro Gomes (PSDB) classificou a gestão estadual como “incompetente”e lançou ataques políticos ao adversário.
A resposta veio rapidamente. Em vídeo, Elmano de Freitas (PT) acusou o tucano de espalhar “baixarias e mentiras” e questionou sua atuação política nos últimos 20 anos.
Também explorou a atual aliança de Ciro com o PL e a família Bolsonaro.
Está dado o roteiro: Ciro bate, Elmano rebate — e as sabatinas oferecem novos capítulos quase diariamente.
O confronto faz parte da disputa e ajuda a revelar diferenças, alianças e contradições.
Mas, quando a acusação ocupa todo o palco, falta espaço para aquilo que realmente interessa ao eleitor: o futuro do Ceará.
De Ciro, é preciso saber o que pretende mudar, quais prioridades terá e como financiará suas promessas.
De Elmano, que busca a reeleição, cabe explicar onde o governo avançou, o que ainda não funcionou e quais resultados pretende entregar num segundo mandato.
Segurança, saúde, educação, emprego, infraestrutura e redução das desigualdades não podem aparecer apenas como palavras de campanha.
Precisam vir acompanhadas de metas, prazos e caminhos possíveis.
A troca de golpes pode até produzir cortes fortes para as redes sociais.
Mas eleição não deveria ser decidida pelo candidato que deixa a melhor frase de efeito.
O Ceará precisa conhecer quem acusa — e, principalmente, o que cada um propõe fazer.




