O debate promovido pelo UOL e pela TV Jangadeiro/SBT, nesta terça-feira (15), deixou ainda mais clara a polarização entre Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) na corrida pelo Governo do Ceará. Ao longo de três blocos, os candidatos divergiram sobre a situação do Estado, apresentaram propostas e discutiram suas alianças políticas.
O primeiro embate girou em torno das contas públicas. Ciro mencionou o déficit registrado em 2025 e argumentou que, sem equilíbrio fiscal, qualquer promessa de governo perde sustentação. Elmano reagiu citando a nota A+ do Ceará na Capacidade de Pagamento: “Nós temos a melhor nota de equilíbrio fiscal da história do Ceará”.
Na área social, o petista prometeu ampliar a Patrulha Maria da Penha e estender a Rede Girassol às várias regiões do Estado. O tucano defendeu medidas protetivas imediatas, botões de pânico, novos abrigos e um mutirão para agilizar a emissão de laudos de crianças atípicas.
A segurança pública rendeu outro momento de forte confronto. Ciro propôs combinar inteligência policial com informações colhidas nas comunidades para alcançar as lideranças das facções. Elmano, por sua vez, anunciou a contratação de seis mil profissionais e a ampliação da Companhia de Pronta Resposta e do Quadrante Seguro.
As alianças eleitorais também foram alvo da troca de acusações. Elmano relacionou ao bolsonarismo o apoio de Capitão Wagner e Alcides Fernandes à candidatura de Ciro. O tucano respondeu que diferentes setores da oposição deixaram as divergências de lado para construir um projeto comum no Ceará.
Na reta final, a discussão se concentrou em emprego, indústria e desenvolvimento. Elmano apontou a Transnordestina, o ITA Ceará, a tecnologia e os data centers como caminhos para atrair investimentos. Ciro apresentou uma leitura diferente, citando pobreza, baixos salários e fechamento de indústrias. Também prometeu renegociar as dívidas das famílias: “Eu vou fazer um projeto que vai reestruturar essa dívida”.
Entre propostas, críticas e acusações, o debate mostrou duas visões distintas sobre o Ceará de hoje e os rumos do Estado para os próximos quatro anos.




