Ciro Gomes acerta filiação ao PSDB com olho nas eleições de 2026 no Ceará

A volta ao tucanas está marcada para a próxima quarta-feira e teve influência decisiva do ex-governador Tasso Jereissati.

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O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes anunciou sua saída do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e sua filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em movimento que reforça o redesenho das alianças políticas no Estado.

O anúncio e o momento

Na sexta-feira, 17 de outubro, o presidente estadual do PSDB no Ceará, Ozires Pontes, fez o anúncio nas redes sociais de que Ciro Gomes deixaria o PDT após dez anos de filiação.
O ato oficial de filiação ocorrerá na próxima quarta-feira, 22 de outubro, a partir das 9h30, no Hotel Mareiro, localizado na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza.

Aliança e estratégia

Ozires Pontes afirmou que o ex-senador Tasso Jereissati teve papel decisivo na articulação da chegada de Ciro ao PSDB, e que o partido “está em festa” com a nova filiação.
Além disso, o presidente estadual da sigla ressaltou que Ciro Gomes governou o Ceará entre 1991 e 1994, tornando-se, segundo ele, “o primeiro governador tucano do Brasil”.

Implicações para 2026

Com a nova filiação, Ciro passa a figurar como um nome com potencial para disputar o governo do Ceará nas eleições de 2026, segundo avaliam lideranças do PSDB no Estado.
Esse movimento também consolida o distanciamento entre Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes, que permanece aliado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ex-governador Camilo Santana.
Para o PSDB, a filiação representa uma aposta de peso para reforçar o palanque no Ceará, em um momento no qual o partido busca ganhar relevância no Nordeste.

Saída do PDT: motivações

Na carta de desfiliação enviada ao PDT, Ciro Gomes citou “serenidade e respeito” ao comunicar sua saída, embora tenha feito referências às suas insatisfações com os rumos internos da legenda.
Fontes próximas afirmam que deputados da base do PDT consideraram o momento como “positivo” para a sigla, na visão de que a mudança permitiria ampliar alianças e receber novos parlamentares. Parte deles, no entanto, devem também deixar o PDT na próxima janela partidária, no ano que vem. Casos de Queiroz Filho, Antonio Henrique e Cláudio Pinho, todos aliados de Ciro e Roberto Cláudio e já fechados com a oposição.

O que observar daqui para frente

  • Será importante acompanhar se Ciro anuncia oficialmente sua candidatura ao governo do Ceará e qual será o cronograma eleitoral definido pelo PSDB para 2026.

  • A reação do PDT e das lideranças do PT no estado: se haverá disputa fragmentada ou novo alinhamento.

  • Como ficará a correlação de forças no Ceará entre os blocos governista e de oposição, com o ator Ciro reorganizando seu espaço político.

  • A articulação local, já que Fortaleza e o interior têm dinâmicas distintas; a movimentação de apoiadores, deputados e prefeitos será decisiva.