Confiança do consumidor em Fortaleza aumenta e endividamento diminui em Julho

72,4% dos consumidores de Fortaleza avaliam sua situação financeira atual como melhor ou muito melhor do que há um ano, e 86,9% acreditam em uma melhora futura.

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Foto: Freepik

Os consumidores de Fortaleza mostram sinais claros de maior confiança e menor endividamento em julho de 2024, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 120,1 pontos, marcando um aumento de 3,1% em relação a junho, quando estava em 116,5 pontos. Comparado ao mesmo período do ano passado, o índice também apresentou um crescimento significativo.

Em paralelo, a Pesquisa do Endividamento do Consumidor revela que 74,8% dos consumidores da capital cearense estão endividados, uma redução de 0,8 pontos percentuais em relação a junho. No entanto, esse percentual ainda é superior ao registrado em julho de 2023, que foi de 73%.

O aumento da confiança está ligado ao crescimento dos dois principais componentes do ICC: o Índice de Situação Presente (ISP), que subiu 2,2%, e o Índice de Expectativas Futuras (IEF), que teve um aumento de 3,7%.

Metade dos consumidores entrevistados consideram o momento atual favorável para a compra de bens duráveis, com destaque para homens e jovens entre 18 e 24 anos. Além disso, 72,4% dos consumidores de Fortaleza avaliam sua situação financeira atual como melhor ou muito melhor do que há um ano, e 86,9% acreditam em uma melhora futura.

A percepção do ambiente econômico nacional também melhorou, com 62,5% dos consumidores confiando na recuperação econômica nos próximos doze meses, influenciados pelo mercado de trabalho mais robusto e inflação controlada.

Apesar de uma leve redução na intenção de compra, que passou de 41,9% em junho para 41,1% em julho, o valor médio das compras foi estimado em R$ 635,07. Os itens mais procurados incluem móveis, televisores e artigos de vestuário.

Quanto ao endividamento, 21% dos consumidores possuem contas pendentes ou dívidas em atraso, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a junho, mas uma melhora em relação a julho de 2023. Os consumidores destinam, em média, 45,2% de sua renda familiar para o pagamento de dívidas, com o valor médio do endividamento em R$ 1.854.

Esses dados mostram uma tendência positiva na confiança do consumidor fortalezense, apesar dos desafios econômicos persistentes.