No mais recente episódio da crise que assola o PDT cearense, o deputado federal André Figueiredo tomou uma decisão drástica ao destituir Cid Gomes da presidência do Diretório Estadual do partido no Ceará (Veja nota no final do texto). Esse movimento surgiu como consequência de uma tensa reunião do diretório ocorrida na última sexta-feira, que culminou em um acalorado confronto entre membros dos dois grupos em desacordo dentro da agremiação.
A confusão teve início quando o então presidente em exercício, Cid Gomes, tentou incluir na pauta a formalização do apoio do PDT ao governo de Elmano de Freitas, do PT. O partido já conta com representantes em cargos estratégicos no governo, como os deputados estaduais Salmito Filho e Oriel Nunes Filho, bem como o deputado federal Robério Monteiro, entre outros. No entanto, o grupo liderado pelo ex-prefeito Roberto Cláudio continua a fazer oposição, embora ocasionalmente tenha apoiado o governo em votações específicas.
Essa divergência reflete, em parte, a complexidade da política local, com o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes, juntamente com o próprio André Figueiredo, apoiando uma abordagem distinta da defendida por Cid Gomes. Adicionalmente, a questão da eleição municipal do próximo ano em Fortaleza é um ponto de atrito, pois enquanto o atual prefeito José Sarto busca a reeleição com o apoio de Roberto Cláudio, Ciro e André Figueiredo, Cid Gomes trabalha por uma aliança com o PT, com a escolha do candidato sendo determinada por consenso entre os dois partidos.
Nesta segunda-feira, André Figueiredo reassumiu a presidência do PDT estadual e anunciou sua decisão após consultar correligionários dos diretórios estadual e municipal, bem como Ciro Gomes, irmão de Cid, e Carlos Lupi.
“Não dá pra gente continuar convivendo com esse desarranjo institucional que está vivendo o PDT, inclusive com desrespeito a companheiros históricos do Partido. Por isso, após conversa com alguns companheiros do diretório regional, diretório municipal, com companheiro Ciro e companheiro Lupi e decidimos voltar à presidência do diretório estadual”, disse André, sob aplausos dos aliados presentes.

A fala de André Figueiredo deixa claro que a divergência entre os irmãos Ferreira Gomes permanece, assim como a incompatibilidade dos grupos que atualmente disputam o controle do partido.
A crise no PDT cearense continua a se desenrolar, e a incerteza política permanece. As próximas movimentações e decisões dos envolvidos serão acompanhadas de perto, pois têm o potencial de impactar o cenário político local nos próximos anos.
Nota do PDT
Após algumas tentativas sem sucesso de restabelecer a união partidária, anuncio meu retorno à presidência do PDT Ceará a partir da data de hoje, 2 de outubro. Agradeço aos préstimos do Senador Cid Gomes pela interinidade, mas entendendo o clamor de quem vem construindo o partido há quase quatro décadas e sentindo a necessidade dessa compreensão, voltamos para conduzir os rumos do Partido Democrático Trabalhista no estado.
Reafirmo nosso desejo e esforço de sempre buscar apaziguar relações e estabelecer a unidade da sigla, para que assim, possamos garantir a continuidade do desenvolvimento do PDT.
Consideramos fundamental a manutenção de um projeto que trouxe e continua trazendo grandes avanços para toda a população cearense, e trabalharemos pelo fortalecimento da presença pedetista no executivo e legislativo em todos os municípios do Ceará.
Ascom Dep. Federal André Figueiredo




