A descentralização da política cultural entrou no programa apresentado por Ciro Gomes (PSDB) durante agenda de campanha em Santa Quitéria. Candidato ao Governo do Ceará, ele defendeu a realização, no Interior, de eventos gratuitos com artistas de projeção nacional.
A proposta busca ampliar o acesso da população a espetáculos normalmente concentrados em Fortaleza. Ciro também anunciou a intenção de criar um birô de capacitação e assessoramento para auxiliar artistas e coletivos na elaboração de projetos e na busca por recursos públicos.
Segundo o candidato, o modelo incluiria regras mais transparentes para a seleção das iniciativas contempladas. Durante o ato, ele criticou a gestão cultural do governo Elmano de Freitas (PT) e levantou questionamentos sobre o repasse de recursos a uma entidade privada ligada a familiares do ministro Camilo Santana. As declarações foram feitas em tom de acusação política e não vieram acompanhadas, na ocasião, de manifestação do governo citado.
Outro eixo apresentado foi o fortalecimento da economia criativa. Ciro afirmou que pretende apoiar a circulação da produção cearense fora do Estado, incorporando à estratégia manifestações como música, artesanato e culinária. A proposta, porém, ainda depende da apresentação de metas, orçamento e critérios de execução.




