A desistência de Pedro Brito (foto), apenas uma semana depois de sua candidatura ao Governo do Ceará ser oficializada, deixa o Novo diante de uma decisão que precisa ser tomada rapidamente.
O partido entrou na disputa com Eduardo Girão, mudou o plano após o senador aceitar ser vice de Romeu Zema na eleição presidencial e, agora, perde também o nome escolhido para substituí-lo.
A sucessão de recuos revela dificuldade para sustentar uma candidatura estadual competitiva. Embora Girão ressalte que a decisão caberá ao colegiado da legenda, o calendário eleitoral não oferece muito espaço para improvisos.
Se o Novo não apresentar outro candidato, a campanha ficará ainda mais concentrada entre Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Um representa a continuidade do grupo que governa o Ceará; o outro tenta reunir as principais forças de oposição.
A ausência de uma terceira candidatura com alguma projeção reduz as alternativas no primeiro turno e reforça a tendência de polarização.
Isso não significa, por si só, que a eleição será resolvida em uma única rodada. Há campanha pela frente, alianças em movimento e um eleitorado que ainda será chamado ao debate.
Mas o tabuleiro ficou menor. E, quando sobram apenas dois jogadores com maior musculatura, o segundo turno deixa de ser uma certeza e passa a depender cada vez mais do desempenho de cada um.




