Economia e sustentabilidade: Seinfra implementa energia renovável no Setor Público do Ceará

Primeira fase do projeto prevê economia significativa e independência de tarifas.
Centro de Eventos do Ceará

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Foto: Acervo/Seinfra

A Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) deu início à inclusão de grandes equipamentos públicos no Mercado Livre de Energia, tornando o Estado pioneiro na migração para esse modelo no setor público brasileiro. A iniciativa busca não apenas redução de custos, mas também uma maior sustentabilidade ao utilizar fontes renováveis. Entre os primeiros a adotar essa transição estão o Centro de Eventos do Ceará e a sede da Perícia Forense (Pefoce), que agora passam a operar com energia de baixo custo e de menor impacto ambiental, contratada por meio de parceria com a EDP.

Com o novo modelo, o governo estima uma economia de até 20% nas despesas com energia elétrica dessas unidades. Além da redução de gastos, a medida oferece mais estabilidade financeira, pois a tarifa contratada é fixa, independentemente das flutuações das bandeiras tarifárias. Essa estabilidade permite uma gestão orçamentária mais previsível, fator estratégico para o planejamento dos órgãos estaduais.

A mudança integra o planejamento estadual para a autossuficiência em energia renovável nos órgãos públicos até 2029, conforme estipulado pelo Decreto Estadual Nº 33.264. A Seinfra prevê que cerca de 100 gigawatts-hora (GW/h) anuais, consumidos pelas instalações públicas do Estado, serão abastecidos por fontes renováveis, antecipando em cinco anos a meta estabelecida no decreto.

A transição para o Mercado Livre será gradual, priorizando instalações de grande porte e alto consumo, onde os impactos financeiros são mais significativos. Segundo o secretário da Infraestrutura, Hélio Winston Leitão, a escolha estratégica dos locais permite que os benefícios sejam percebidos desde as fases iniciais do processo.

“São unidades que funcionam em grande escala e, por isso, têm potencial de gerar uma economia considerável já nos primeiros meses”, explica.

A implementação será monitorada continuamente, com a análise de novas possibilidades para expandir o modelo a outras unidades do governo estadual. De acordo com o secretário executivo de Energia e Telecomunicações da Seinfra, Dickson Araújo, essa avaliação é essencial para otimizar o processo.

“Vamos identificar outros pontos que possam migrar para o Mercado Livre, garantindo que o Estado maximize os benefícios dessa estratégia”, comenta.

O cronograma de expansão será estruturado em etapas, assegurando que a adaptação ocorra de forma ordenada e com o menor impacto operacional possível. Com essa iniciativa, o Ceará busca se consolidar como referência em gestão energética no setor público, unindo responsabilidade econômica e compromisso ambiental.